Estatal russa Rosatom discute aplicações de tecnologias nucleares no Brasil

A Companhia Estatal de Energia Nuclear (Rosatom), da Rússia, realizou uma reunião na última semana, no Rio de Janeiro, para debater com autoridades, especialistas, pesquisadores e empresários diferentes usos das tecnologias nucleares fora do mercado energético.

As discussões giraram em torno principalmente do desenvolvimento das tecnologias de irradiação na América Latina e sua aplicação na indústria, na medicina e na agricultura. O encontro contou com a participação de representantes de empresas como Eletronuclear, Eletrobrás, Nuclep, Amazul, Tecnatom, de órgãos como a Comissão de Energia Nuclear, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Instituto de Qualidade Nuclear (IBQN), Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) e Federação Brasileira de Hospitais (FBH) e também estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Estabelecida no Brasil desde 2015, como Rosatom América Latina, a estatal russa vem desenvolvendo uma série de projetos com parceiros brasileiros e de outros países da região. Por aqui, destaca-se, um plano para construir um centro de irradiação para esterilizar materiais médicos, atividade que depende hoje de um único fornecedor, em um mercado onde a demanda estimada está crescendo em torno de 30%. Esse projeto é resultado de um acordo firmado entre a Corporação Unida para Inovações (UIC), subsidiária da Rosatom, e a empresa brasileira CK3 no final do ano passado. Também em parceria com a Rosatom, está em andamento no Brasil uma iniciativa para reduzir os custos da produção de lutécio, utilizado no tratamento do câncer, entre outros projetos.

A cooperação entre Brasil e Rússia no setor nuclear é regida pelo Acordo para Cooperação nos Usos Pacíficos da Energia Nuclear, celebrado em 15 de setembro de 1994.

Fonte: https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/201705038305544-rosatom-en...