Reservas de ouro da Rússia atingem novos máximos em meio à desdolarização

Reservas de ouro da Rússia atingem novos máximos em meio à desdolarização

A Rússia tem acumulado ouro em barra nos últimos anos em uma tentativa de diminuir a dependência de sua economia do dólar americano.

As reservas internacionais da Rússia atingiram US$ 529 bilhões (R$ 2,1 trilhões) em 31 de agosto, enquanto o estoque de ouro em barra está agora avaliado em US$ 109,5 bilhões (R$ 444,8 bilhões), de acordo com os dados do Banco Central do país publicados na sexta-feira (6).

Essa medida entra como parte da política do país de renunciar aos ativos em dólares em resposta às sanções dos EUA.

Segundo os últimos cálculos, Moscou aumentou sua reserva de metais preciosos em mais de US$ 7,5 bilhões (R$ 30,4 bilhões) em um mês. Dessa forma, a proporção de ouro nas reservas do país estabeleceu um novo recorde, passando de 19,6% para 20,7%.

O país continua aumentando suas reservas internacionais, que atingiram seus níveis mais altos desde fevereiro de 2013, depois de crescerem cerca de US$ 9,2 bilhões (R$ 37,3 bilhões) ou 1,8% em um mês.

Graças às compras massivas do metal precioso, a Rússia foi coroada como o maior comprador mundial de ouro no ano passado.

Reduzindo dependência

Em abril de 2018, o Banco Central da Rússia (CBR) empreendeu uma grande mudança na sua política, quando começou a alienar drasticamente os seus ativos denominados em moeda norte-americana em reação à pressão das sanções impostas por Washington.

Na tentativa de reduzir ainda mais a dependência da moeda norte-americana, o país eslavo tem investido ativamente no ouro, tornando-se no ano passado o país número um em termos de aquisição do metal precioso – uma liderança que manteve no primeiro trimestre de 2019.

Se Moscou continuar impulsionando suas reservas internacionais, que incluem moedas estrangeiras e ouro monetário, entre outros ativos, o país está prestes a ultrapassar a Arábia Saudita e a substituí-la como o quarto maior detentor de reservas em moeda estrangeira, de acordo com uma previsão recente da Bloomberg.

Os primeiros lugares nos rankings internacionais são ocupados pela China, Japão e Suíça.

O crescente estoque provavelmente forneceria à Rússia uma maior influência dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e estabilizaria sua moeda nacional, o rublo, mesmo em caso de queda dos preços do petróleo, afirmam previsões de especialistas

Fonte:sputnik

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