A adoção das criptomoedas no Brasil, onde estamos e o que vamos enfrentar?
A adoção deve ser encarada com o principal desafio do criptomercado
A adoção deve ser encarada com o principal desafio do criptomercado. Esse é o objetivo maior de todas as criptomoedas e de todas as empresas ligadas ao setor. Por mais que muitos gostem de ganhar dinheiro com a especulação, o Bitcoin e as outras altcoins foram criadas para muito além disso, elas foram criadas para terem um uso.
Apesar de haver diversos pontos que determinam a “saúde” de um projeto, a sua adoção em diferentes setores vai sempre ser o mais importante. Moedas como o XRP ou a XLM têm como objetivo final o uso por grandes instituições financeiras, funcionando como uma ferramenta para transações entre bancos e seus grandes clientes. Já o Ethereum, o EOS e outras, querem criar muito mais do que uma solução de pagamentos, elas estão atrás do mercado de aplicativos descentralizados (dapps).
Mas a moeda original, que é o Bitcoin, o Dash, o Litecoin, o Monero e muitas outras ainda tem o objetivo de se tornar o dinheiro digital. Para que uma moeda realmente tenha algum valor (isso vale para as fiduciárias também) é preciso que ela seja aceita e possa ser usada. Isso quer dizer que, para o Bitcoin atingir o seu objetivo principal, ele precisa poder ser “gasto” em qualquer lugar.
Você poderá saber que o criptomercado alcançou o patamar de poder desafiar os bancos verdadeiramente quando puder comprar pão francês com Bitcoin, sem complicações extras. A adoção do Bitcoin no mercado brasileiro ainda engatinha, felizmente isso não é algo exclusivo do nosso país, considerando que em todos os cantos do mundo o criptomercado ainda esbarra nessa mesma barreira. A adoção das criptomoedas no mercado brasileiro Existem alguns locais (alguns até inusitados) que aceitam as criptomoedas como forma de pagamento para os seus produtos do dia-a-dia.
O exemplo mais recente é Criptolivros, uma livraria online brasileira que aceita criptomoedas. Esse é o primeiro projeto do tipo em território nacional. A Criptolivros aceita mais de 1.240 criptomoedas diferentes.
Os pagamentos são processados através da plataforma CoinPayments. Segundo o Criptolivros, o pagamento com criptomoedas reduz os preços dos livros em até 20%. Isso acontece porque a livraria precisa pagar menos intermediários para realizar as suas compras.
Por exemplo, a Amazon fica 10% das compras, mais uma mensalidade de R$19,00. Já o PayPal e outras soluções de pagamentos podem abocanhar até 8% da transação. Ao cortar os intermediários, a livraria diminui o valor total do produto, oferecendo mais vantagens para seus clientes.
Isso corresponde a um dos pilares base para as criptomoedas, cortar o intermediário e dar mais poder aos usuários sobre o seu próprio dinheiro. Você pode ler mais sobre o projeto neste post do Medium! Outro local que aceita Bitcoins e que já falamos aqui no Guia do Bitcoin é o CineMulti, que foi o primeiro cinema brasileiro a aceitar Bitcoin.
O pagamento foi possível através de terminais da empresa Bancryp. E usando também soluções da Bancryp, a Feira Noturna de Florianópolis passou a aceitar Bitcoins para a compra de produtos orgânicos. É possível ter mais informações sobre o projeto através de um post no Medium.
Enfim, esses são alguns dos muitos exemplos que podemos usar em relação a adoção no Brasil. Isso é algo que cresce aos poucos, mas felizmente de forma estável. O surgimento dos locais que aceitam Bitcoin acompanham o quanto o mercado evolui.
Não à toa que durante o boom de 2017 era possível até achar pipoqueiros aceitando Bitcoin como forma de pagamento. Por termos uma moeda fiduciária desvalorizada em relação às principais moedas exteriores, o criptomercado tem muita força aqui no Brasil. E, se as condições continuarem favoráveis, muito provavelmente veremos um aumento orgânico em relação a aceitação e teremos mais usuários utilizando suas criptos para muito mais do que especular.
Quais são os desafios a partir de agora?
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