Rússia enfrenta as sanções de Washington, e passa Alemanha como 5ª economia do mundo
Avaliação foi divulgada pelo Banco Mundial com cálculos baseados na paridade de poder de compra A economia da Rússia, de acordo com o Banco Mundial, ultrapassou em 2022 os US$ 5 trilhões pela primeira vez, o que a colocou à frente das três
Avaliação foi divulgada pelo Banco Mundial com cálculos baseados na paridade de poder de compra A economia da Rússia, de acordo com o Banco Mundial, ultrapassou em 2022 os US$ 5 trilhões pela primeira vez, o que a colocou à frente das três maiores economias europeias pelo critério de paridade de poder de compra (PPP) – que mede uma economia pelo poder efetivo de compra -, e ao superar a Alemanha se tornou a quinta maior economia do mundo. Segundo o informe do Banco Mundial, em 2022 a economia russa atingiu US$ 5,36 trilhões, enquanto a Alemanha ficou um pouco atrás, em US$ 5,30 trilhões. A França, com US$ 3,76 trilhões e Grã Bretanha, com US$3,65 trilhões, são respectivamente, a nona e a décima maiores economias por PPP.
Ao decretar as sanções “do inferno” contra a Rússia, por resistir à expansão da Otan na Ucrânia, o próprio Biden garantiu que ia deixar “o rublo em escombros”, enquanto parte da mídia ocidental asseverava que a Rússia não passava de um “posto de gasolina com armas nucleares”. As sanções fracassaram, com a Rússia enveredando por um caminho de soberania e autossuficiência e mudando para leste a venda de gás e petróleo. Enquanto a investida da Casa Branca e seus "comandados" europeus, que chegou ao ponto de assaltar as reservas russas em bancos estrangeiros, ampliou, ao contrário do esperado, o questionamento ao armamento do dólar e impulsionou grande busca pela desdolarização.
Pela PPP, a China é a maior economia do planeta, com US$ 30,32 trilhões, seguida pelos EUA, com US$ 25,46 trilhões, e a Índia, com US$ 11,87 trilhões. O Japão, com US$ 5,70 trilhões, fica em quarto lugar. Para o professor de economia e política no St Mary’s College, na Califórnia, Jack Ramus, o que esse resultado “realmente representa” é que a “Europa está desacelerando sua economia, particularmente a Alemanha”. “Muito disso tem a ver com as forças globais que foram acionadas pelos EUA, expulsando da economia da Europa Ocidental a Rússia, que fornecia energia mais barata”, disse Rasmus à Agência Sputnik. “E agora eles estão pagando mais: eles – Alemanha e Europa – pagam mais por produtos americanos, particularmente energia.
E isso está cobrando seu preço. Está desacelerando a economia.” “Os EUA estão realmente alcançando seus objetivos, que são tirar a Rússia totalmente, não apenas em energia, da Europa Ocidental, para que a economia e o capitalismo predatório dos EUA possam entrar nesse vácuo e tornar a Europa economicamente mais dependente dos EUA”, disse Rasmus. “Esse é um objetivo desta guerra, tornar a Europa dependente economicamente dos EUA, o que permite aos norte-americanos manipulá-la de várias maneiras”, acrescentou. “Se você olhar para a Europa, ela está se tornando um vassalo econômico dos Estados Unidos”, observou. “Acho que era um objetivo. E politicamente, a Europa não tem política externa agora.
A Otan está conduzindo a política externa da Europa.” Para o acadêmico, o objetivo de longo prazo de Washington continua sendo o de engendrar uma mudança de regime em Moscou, e balcanizar a Rússia. “Esse tem sido um sonho molhado dos neocons desde 1999 para debilitar, dividir a Rússia e obter todos os recursos”, disse Rasmus. “O que eles querem, em última análise, é desmembrar a Rússia, e entrar em guerra com a China”, acrescentou. “É uma loucura e é a Terceira Guerra Mundial, e você tem velhos líderes dementes nos EUA que são apenas massa de vidraceiro nas mãos dos neoconservadores.” (fonte: Sputnik International)
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