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Geopolítica e Cooperação Brasil–Rússia: Desafios e Oportunidades

*Geopolítica, energia e a necessidade de construir novas pontes de cooperação* (Por Gilberto Ramos Presidente da Câmara Brasil–Rússia de Comércio, Indústria e Turismo) O artigo de Marco Fernandes, publicado no Brasil de Fato em 10 de outubro de 2026, recupe...

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Geopolítica e Cooperação Brasil–Rússia: Desafios e Oportunidades

*Geopolítica, energia e a necessidade de construir novas pontes de cooperação*

(Por Gilberto Ramos Presidente da Câmara Brasil–Rússia de Comércio, Indústria e Turismo)

O artigo de Marco Fernandes, publicado no Brasil de Fato em 10 de outubro de 2026, recupera uma reflexão histórica de extraordinária atualidade: a visão de Egon Bahr, um dos principais formuladores da Ostpolitik alemã, que compreendia o diálogo, a interdependência econômica e a cooperação entre o Ocidente e a então União Soviética como instrumentos fundamentais para a estabilidade europeia.

Ao revisitar esse legado, o artigo convida à reflexão sobre as profundas transformações geopolíticas e geoeconômicas em curso, particularmente suas consequências para a segurança energética, a competitividade industrial e as relações econômicas internacionais.

A experiência das últimas décadas demonstra que decisões geopolíticas podem produzir consequências estruturais duradouras sobre empresas, cadeias produtivas e economias nacionais. O setor energético, pela sua natureza estratégica, encontra-se no centro dessas transformações.

Nesse contexto, a diversificação de mercados e a construção de novas parcerias internacionais deixam de representar apenas oportunidades comerciais e passam a constituir componentes essenciais de estratégias empresariais de longo prazo.

Para o Brasil e a Rússia, países de grande dimensão territorial, expressivos recursos naturais e importantes complementaridades econômicas, esse cenário reforça a necessidade de aprofundar o conhecimento mútuo, ampliar o diálogo empresarial, e desenvolver mecanismos sustentáveis de cooperação.

Não se trata simplesmente de identificar compradores e vendedores, mas de construir relações duradouras, envolvendo investimentos, infraestrutura, ciência, tecnologia, logística e integração produtiva.

É precisamente nessa perspectiva que a Câmara Brasil–Rússia de Comércio, Indústria e Turismo desenvolve sua atuação institucional, aproximando os dois países e contribuindo para transformar complementaridades econômicas em projetos concretos e relações de longo prazo.

A história recordada por Egon Bahr permanece atual. Pontes de cooperação são construídas com visão estratégica, pragmatismo e disposição para o diálogo, especialmente quando o ambiente internacional parece favorecer a confrontação.

Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2026.