Avibras, parceira estratégica da Rússia no programa F-X, poderá continuar sendo brasileira
Em 2001, a empresa brasileira assinou um convênio com a estatal russa do setor de defesa Rosoboronexport O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou em 19 de Julho que a Avibras
Em 2001, a empresa brasileira assinou um convênio com a estatal russa do setor de defesa Rosoboronexport O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou em 19 de Julho que a Avibras Indústria Aeroespacial é uma companhia estratégica de defesa nacional, e que o governo está trabalhando para que não seja privatizada por grupos estrangeiros. Mercadante explicou que o BNDES não é o único credor da empresa, que é a principal fabricante de sistemas pesados de defesa do Brasil e passa por recuperação judicial, embora seja um "credor importante". Entretanto, destacou que a Avibras é uma companhia estratégica nacional, e deve permanecer assim.
O BNDES, afirmou ele, está bastante empenhado em resolver o mais rapidamente possível o problema "e ter, assim como a Embraer, que é um orgulho, ter uma companhia de defesa, que é muito importante, e que tenha um mercado muito promissor internacional". Tendo sido suspenso o Programa F-X / BR em 3 de janeiro de 2003, foram frustradas expectativas de um "salto quântico" no adensamento das relações russo-brasileiras Tendo sido criado pelo governo brasileiro o Programa F-X / BR para o reaparelhamento das aeronaves da Força Aérea Brasileira, que no final dos anos 90 ficava sucateada, a proposta do consórcio russo-brasileiro formado pela Avibras e a russa Rosoboronexport era considerada por especialistas como "imbatível", por conta não apenas pela qualidade dos caças oferecidos Sukhoi 35, mas especialmente porque havia transferência efetiva das tecnologias russas para o Brasil, o equipamento atendia às características de uma cobertura ampla do território brasileiro (com duas turbinas, ao contrário do sueco Gripen), além do preço ser o segundo menos oneroso (inferior apenas ao Mig 29, que também participou da licitação). Em paralelo a isso, havia offsets diretos relacionados, como o estabelecimento imediato no Brasil de uma unidade para manutenção das aeronaves, e outra para a prestação de serviços e treinamento, sendo promovido o desenvolvimento conjunto com a Avibras do míssil BVR, e se criaria uma planta para a coprodução do avião-anfíbio leve BE-103 (ateliê russo Beriev), que poderia atender a todo o território brasileiro, em especial a Amazônia e o Pantanal Mato-grossense. Como offsets indiretos, ou não relacionados, a parte russa estava preparada para incrementar as ações conjuntas com as contrapartes brasileiras visando o maior desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro, à melhora do regime de quotas para a aquisição pela Rússia dos produtos que já estavam presentes na corrente comercial bilateral, em especial commodities agrícolas, como carnes, açúcar, e outros artigos de maiores valores agregados.
No planejamento estratégico delineado pelos especialistas de ambos os países naquela ocasião, estava prevista a garantia de investimentos adicionais de US$ 450 milhões por ano na relação de 60 empregos por cada milhão de dólares exportado, representando a criação de 27.000 novos empregos diretos e indiretos, além dos naturalmente criados nos setores de defesa e aeroespacial. Apesar de ter recebido o apoio de diversos expoentes das forças armadas e de empresas brasileiras destes segmento, o programa F-X / BR foi encerrado supostamente por razões de cunho político, e a parceria entre a Avibras e a Rosoboronexport acabou não evoluindo. (fonte: Arquivos da Câmara Brasil-Rússia / Sputnik Brasil)
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