Bolsonaro fala sobre BRICS e relações com a Rússia em coletiva de imprensa
Durante o café da manhã em que se deu a coletiva de imprensa a jornalistas estrangeiros em 19 de Julho no Palácio do Planalto, o Presidente Jair Bolsonaro respondeu a perguntas diversas, incluindo acerca dos encontros dos Chanceleres e dos
Durante o café da manhã em que se deu a coletiva de imprensa a jornalistas estrangeiros em 19 de Julho no Palácio do Planalto, o Presidente Jair Bolsonaro respondeu a perguntas diversas, incluindo acerca dos encontros dos Chanceleres e dos Presidentes dos Países BRICS em Julho e Novembro, respectivamente, e sobre as relações bilaterais com a Rússia. O Presidente afirmou estar aprofundando discussões com sua a equipe econômica sobre o BRICS, e antes da Cúpula de Novembro daria uma posição mais detalhada sobre o assunto. Segundo o Presidente, no agrupamento BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul - Brasil e a África do Sul seriam os países mais pobres, juntamente com a índia.
Assinalou que vem analisando com seus assessores sobre a melhor inserção do Brasil no grupo, e como veem o futuro do BRICS. O Presidente entende que não existe nenhum viés ideológico subentendido em relação aos BRICS, ”ao contrário do MERCOSUL”, segundo acrescentou. Intervindo, o Ministro Onyx Lorenzoni acrescentou que ”o Brasil tem o maior programa de concessões e privatizações do mundo, não havendo paralelo em nenhum outro país do mundo”.
E sublinhou: “sendo muito claro, parcerias para ferrovias, rodovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e geração de energia elétrica e fotovoltaica, serão muito bem vindas junto aos países BRICS. Como China e Rússia são grandes compradoras de commodities no Centro-Oeste, é de interesse que esses países facilitem o escoamento dos produtos, para que cheguem aos destinos com mais rapidez, e com menos custo“, finalizou. Ao correspondente, Ivan Kartashov, da Rossiyskaya gazeta, que perguntou ao Presidente sobre o desenvolvimento das relações bilaterais com a Rússia, também em áreas sensíveis, como a energia nuclear, Bolsonaro respondeu que “tem um profundo respeito pelo Presidente Putin, e pensar haver uma boa impressão entre ambas as partes, e que o Brasil está de braços abertos para o desenvolvimento das relações econômicas”, ressaltando que deve haver o “espírito de parceria, inclusive no (grupo) BRICS”.
Bolsonaro acrescentou não haver nenhum viés ideológico, como existia antigamente, dando a entender que está aberto para incrementar o comércio com a Rússia. Finalizando, disse que “a Rússia é bem vinda, e que espera sua ajuda para resolver as questões com a Venezuela”. Ao Correspondente da agencia Xinhua, que indagou da possibilidade sobre uma ordem mundial mais justa e equilibrada no âmbito do BRICS, Bolsonaro respondeu que “primeiramente, não se afastaria da China, como a imprensa disse, e que gostaria de agregar mais valores ao comércio bilateral”.
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